Rio registra quase o dobro de casos de preconceito de raça em 2021


20/11/2021 14:07h

Aumento pode representar maior conscientização das vítimas e confiança nas Instituições

No primeiro semestre de 2021, o estado do Rio teve um aumento considerável nos registros de crimes relacionados ao racismo. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública por ocasião do dia da Consciência Negra, os registros do crime de preconceito de raça ou de cor, que também inclui discriminação contra etnia, religião e procedência nacional, quase dobraram na comparação entre os seis primeiros meses de 2019 e 2021, passando de 43 para 82 vítimas. Já no caso de injúria por preconceito, que engloba crimes cometidos contra raça, cor, religião, origem, pessoa idosa ou deficiente, o crescimento foi de 17% no mesmo período. Essa alta, acreditam os analistas do ISP, pode ser fruto da maior conscientização da população, que deixou de naturalizar muitos atos preconceituosos. A confiança nas Instituições também é um ponto a ser levado em conta. O estado do Rio é um dos poucos do país a ter uma delegacia dedicada à investigação dos crimes raciais e delitos de intolerância.

O ano de 2020 foi descartado da análise porque muitas pessoas podem ter deixado de fazer a denúncia por conta do isolamento social para evitar a propagação do coronavírus. Para a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, a comunicação dos crimes para as autoridades é essencial para que o ISP consiga produzir estatísticas que traduzam bem a realidade.

- É muito importante que se diga que a denúncia desses crimes é fundamental não só para garantir a punição dos autores, mas também para que o poder público e a sociedade tenham a real noção do racismo no nosso estado e que políticas públicas possam ser elaboradas para nos ajudar a enfrentar o racismo. O aumento dos crimes raciais em 2021 pode representar o crescimento da consciência das vítimas de que elas podem procurar uma delegacia, que o preconceito é crime - afirma.

Campanha de RJ sem Racismo

Na sexta-feira (19/10), o ISP, em parceria com o Detran.RJ, por meio da Assessoria de Gestão e Modernização Institucional, realizou uma campanha de conscientização contra o racismo. Na entrada do prédio do órgão, na Avenida Presidente Vargas, 817, no Centro, servidores distribuíram a cartilha “RJ sem Racismo”, elaborada pela equipe de analistas do ISP. O material, que também foi enviado para outros postos do órgão, traz informações para auxiliar as pessoas a identificarem que estão sendo vítimas de crimes raciais e as formas de denúncia.

A cartilha apresenta os principais dados do Dossiê Crimes Raciais, que foi publicado pelo ISP em 2020 com o intuito de evidenciar os crimes de injúria e preconceito que possuam cunho racial. O estudo apontou que, em 2019, 2 pessoas foram vítimas de racismo por dia no estado do Rio. As mulheres representam 58% desse total. Quatro a cada dez casos aconteceram fora do ambiente residencial e 43% dos agressores eram conhecidos das vítimas.

A campanha incentiva ainda que pessoas que presenciem casos de racismo também denunciem. Para isso, basta procurar a delegacia mais próxima ou ainda fazer o registro de forma on-line (www.delegaciaonline.pcivil.rj.gov.br). O estado do Rio de Janeiro é um dos poucos do país que conta com uma unidade especializada na investigação dos crimes de racismo. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) tem atendimento especializado e fica localizada na Rua do Lavradio, 155, Centro.



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