Letalidade violenta cai 13% no estado

Karina Nascimento
18/12/2018 14:38h

O indicador homicídio doloso registrou o menor número para o mês em três anos

No penúltimo mês do ano, o indicador letalidade violenta (homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do Estado) registrou queda de 13% em relação ao mesmo período do ano passado: foram 521 vítimas. Nos últimos três meses (setembro, outubro e novembro), a queda foi de 14% quando comparado com o mesmo período de 2017 e de 7% em relação aos três meses anteriores de 2018 (junho, julho e agosto). Os homicídios dolosos também apresentaram queda em novembro, de 18%, em relação ao mesmo período do ano passado. Quando analisamos um período mais longo, observamos redução de 19% nos últimos três meses em relação ao mesmo período de 2017 e de 1% em relação aos três meses anteriores de 2018. Ainda nos crimes contra a vida, é importante ressaltar que os latrocínios também registraram queda de 37,5% em novembro de 2018 em relação a novembro do ano passado. Nas mortes por intervenção de agente do Estado, o aumento em relação a novembro do ano anterior foi de 7%, porém, na comparação de setembro a novembro com os três meses anteriores de 2018, houve queda de 20%.

Nos roubos de cargas, a redução em relação a novembro foi de 23%. Nos últimos três meses, a queda em relação ao mesmo período do ano passado foi de 22%, em relação aos três meses anteriores de 2018 (junho, julho e agosto), a queda foi de 10%. Os roubos de veículos apresentaram uma queda de 3% em relação a novembro de 2017. Foram 4.074 ocorrências.

Comparação entre o trimestre móvel de setembro a novembro de 2018 e 2017 por AISP

No trimestre móvel de 2018 (setembro, outubro, novembro), duas Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) da Zona Norte da Capital apresentaram quedas expressivas em diversos indicadores: AISP 09 (Madureira e adjacências) registrou a segunda maior diminuição em roubo de rua (roubo em coletivo, roubo a transeunte e roubo de aparelho celular) e a terceira maior em roubo de veículo; e a AISP 03 (Méier e adjacências) teve a segunda maior redução em roubo de veículo e a terceira maior em roubo de rua. Na Baixada Fluminense, a AISP 15 (Duque de Caxias) apresentou a segunda maior diminuição em homicídio doloso e roubo de carga. Já a AISP 07 (São Gonçalo) apresentou a maior queda em homicídio doloso e em roubo de veículo.

Nova metodologia

A partir do mês de novembro de 2018, o ISP passa a adotar nova metodologia para a divulgação dos títulos relacionados a prisões de adultos e apreensões de adolescentes. A nova metodologia permite a separação entre os registros relativos a auto de prisão e autos de apreensão em flagrante e os registros relativos a mandados de prisão e de apreensão, o que não acontecia antes. Com a nova metodologia, o Instituto começa a contabilizar as informações “flagrante” e “cumprimento de mandado” dos microdados dos registros de ocorrência da Polícia Civil. Essas informações são cruzadas com as datas de nascimento dos indivíduos preenchidas no registro de ocorrência para identificar se eram adultos ou adolescentes na data do fato. Além disso, será possível construir séries históricas contínuas com dados desde 2006.

Assim, com a nova metodologia, o ISP passa a divulgar os seguintes títulos (contabilizados pelo número de pessoas e não de registros): auto de prisão em flagrante (adultos), autos de apreensão em flagrante (adolescentes), cumprimento de mandado de prisão (adultos) e cumprimento de mandado de busca e apreensão (adolescentes).

A partir deste mês, o Instituto de Segurança Pública passa a adotar, na comunicação das estatísticas criminais oficiais do estado, a classificação “morte por intervenção de agente do Estado” em vez de “homicídio decorrente de intervenção policial”, seguindo a orientação da Portaria n° 229 de 10 de dezembro de 2018, editada pelo Ministério da Segurança Pública e publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de dezembro.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos Registros de Ocorrência (RO) lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de novembro.





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