Estatísticas de Segurança Pública - RJ

O Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP) é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Segurança (SESEG) responsável por centralizar, consolidar e disponibilizar os dados estatísticos oficiais relativos à segurança pública. A divulgação dos dados oficiais obedece ao previsto na legislação estadual ( Decreto nº.36.872 de 17 de janeiro de 2005 e Resolução SSP nº 760 de 14 de fevereiro de 2005).

As incidências criminais e administrativas relativas à segurança pública do estado são divulgadas por meio de 39 títulos, segundo a distribuição das ocorrências em diferentes níveis: estado, Região Integrada de Segurança Pública (RISP), Área Integrada de Segurança Pública (AISP) e Circunscrição Integrada de Segurança Pública (CISP).

Como são feitas as estatísticas?

As estatísticas são construídas a partir dos Registros de Ocorrência (RO) lavrados nas delegacias de Polícia Civil, além de informações complementares de órgãos específicos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Antes de serem processados no ISP, os RO são submetidos ao controle de qualidade realizado pela Corregedoria Interna da Polícia Civil (COINPOL). Após esta etapa, o ISP efetua, ainda, um processamento voltado também ao controle de qualidade e à agregação de um conjunto de títulos semelhantes, seguindo recomendação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) com vistas à padronização da elaboração da estatística nacional.

As estatísticas produzidas baseiam-se na data em que foi confeccionado o Registro de Ocorrência. Dessa forma, a data de comunicação do fato ocorrido apresenta-se como uma importante variável quando da consolidação de dados e da produção das estatísticas oficiais. Ressalta-se também que a distribuição geográfica das ocorrências criminais se dá a partir da circunscrição de delegacia onde o fato ocorreu, independentemente da delegacia onde o fato foi registrado.

No geral, a contabilização obedece a dois critérios distintos: para crimes contra a pessoa, tais como homicídios, lesões, e ameaças, é considerado o número de vítimas, enquanto para crimes e ocorrências contra o patrimônio, tais como roubos e furtos, é considerado o número de casos, independente da quantidade de vítimas em cada caso. Configuram-se como exceções as apreensões de armas, para as quais é contabilizada a quantidade de armas, bem como as apreensões de adolescentes, as prisões e os cumprimentos de mandados de prisão.

Cabe destacar que as estatísticas oficiais do estado se referem não somente ao que foi constatado no momento do registro mas também ao resultado das diligências e exames concluídos até a data do fechamento mensal, ou seja, a data em que se encerram as atividades de controle de qualidade da COINPOL. É importante esclarecer que, por meio do sistema informatizado, assim que uma nova evidência chega ao conhecimento dos encarregados das investigações é realizado o que se chama de Registro de Aditamento (RA), que transforma a informação antiga do RO em versão mais atualizada. Como exemplos, podem ser citados os casos em que vítimas de tentativa de latrocínio ou de homicídio, ou ainda de lesão corporal grave, venham a falecer, acarretando a alteração da titulação inicial. Se esta alteração ocorrer antes do fechamento da estatística, o fato é publicado com a situação mais atual.

Alterações podem ocorrer ainda em virtude das conferências realizadas por conta do Sistema Integrado de Metas. Após a análise, por parte da COINPOL, dos recursos apresentados pela Polícia Civil, pode haver alteração de títulos, além da identificação de duplicidades e modificação do local do fato. As alterações são também divulgadas oficialmente pelo ISP, por meio de erratas.

A total informatização do sistema de confecção de Registros de Ocorrências, a partir de janeiro de 2015, resultou em melhoria na geração de dados, possibilitando, então, a contabilização das prisões realizadas no estado do Rio de Janeiro por meio dos microdados disponibilizados pelo DGTIT/PCERJ, já que abrange em seu escopo o número de autores para os quais foram lavradas Guias de Recolhimento de Preso. Tais dados englobam situações em flagrante e de cumprimento de mandado de prisão.

Como é feita a agregação dos títulos?

Atendendo às especificidades de cada delito a ser registrado, a Polícia Civil se vale de uma extensa variedade de títulos, os quais são frequentemente ampliados dadas as dinâmicas sociais e alterações sofridas pelas legislações vigentes. Esse é o caso da inclusão, a partir do ano de 2005, de títulos específicos para os registros de delitos ocorridos em contextos de violência doméstica e/ou familiar. Portanto, a divulgação das estatísticas oficiais depende da redução desses títulos específicos a unidades categóricas que expressem de maneira sintética a totalidade de cada tipo de delito. Dessa forma, tal redução é atingida por meio da agregação dos títulos semelhantes. Nesse sentido, quando é divulgada a incidência de lesão corporal dolosa, nesta categoria estão agregados todos os 42 títulos específicos sob os quais esse tipo de delito foi eventualmente registrado, como é o caso dos registros de Lesão Corporal Dolosa Provocada por Arma de Fogo, Lesão Corporal Dolosa Provocada por Arma Branca, Lesão Corporal Dolosa Provocada por Pauladas, Lesão Corporal Dolosa Proveniente de Violência Doméstica e Familiar, dentre outros.

Ainda no que se refere aos critérios de agregação dos títulos, é importante esclarecer que os registros de Homicídio Doloso, Roubo Seguido de Morte (Latrocínio), Homicídio Decorrente de Intervenção Policial e de Policiais Civis e Militares Mortos em Serviço, embora se constituam em eventos que resultaram em morte, são divulgados separadamente. Esta metodologia, além de apresentar de forma transparente os eventos que resultaram em mortes intencionais, permite aos interessados analisar especificamente cada um dos títulos, assim como agregá-los conforme seu interesse, o que seria impossível caso todas essas categorias estivessem reunidas em um único título.

Incidências criminais e administrativas do estado - títulos divulgados

As incidências criminais e administrativas do estado são agregadas em 39 títulos, os quais são apresentados da seguinte forma:

Vítimas de Crimes Violentos: totais de Homicídio doloso, Lesão Corporal Seguida de Morte, Roubo Seguido de Morte (Latrocínio), Tentativa de Homicídio, Lesão Corporal Dolosa e Estupro;

Vítimas de Crimes de Trânsito: totais de Homicídio Culposo de Trânsito e Lesão Corporal Culposa de Trânsito;

Vítimas de Morte com Tipificação Provisória: totais de Encontro de Cadáver e Encontro de Ossada;

Registros de Crime Contra o Patrimônio: totais de Roubo a Estabelecimento Comercial, Roubo a Residência, Roubo de Veículo, Roubo de Carga, Roubo a Transeunte, Roubo em Coletivo, Roubo a Banco, Roubo de Caixa Eletrônico, Roubo de Aparelho Celular, Roubo com Condução da Vítima para Saque em Instituição Financeira, Furto de Veículo, Extorsão Mediante Seqüestro (Sequestro Clássico), Extorsão, Extorsão com Momentânea Privação da Liberdade (Sequestro Relâmpago) e Estelionato;

Atividade Policial: totais de Apreensão de Drogas, Armas Apreendidas, Prisões, Apreensão de Adolescente, Recuperação de Veículo e Cumprimento de Mandado de Prisão;

Outros Registros: totais de Ameaça, Pessoas Desaparecidas, Homicídio Decorrente de Intervenção Policial, Policiais Militares Mortos em Serviço e Policiais Civis Mortos em Serviço;

Totais de Registros: totais de Roubos, Furtos e Registros de Ocorrência.

Para conhecer a metodologia de agregação de dados, clique no período abaixo:











Para ter acesso ao Dados Oficiais, clique aqui

Para ter acesso ao Resumo Mensal por AISP, clique aqui





Visitantes: 517416
Tecnologia PRODERJ - Todos os direitos reservados